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Este artigo propõe e argumenta a favor de práticas de criação de sentido como fundamentalmente descentralizadas. A criação de sentido tem sido, pelo menos desde o final da década de 1980, um tema duradouro para pesquisadores de estudos organizacionais, e por muito mais tempo para praticantes organizacionais. No entanto, essa tradição de pesquisa tende a ter uma compreensão particular da temporalidade (como divisível), tende a estar centrada nos criadores de sentido humanos e privilegia como mais válido aquilo que pode ser tornado presente, através de práticas deliberativas de criação de sentido, às custas do que está ausente, e talvez inefável. Em suma, ao localizar a criação de sentido nas práticas deliberativas de criação de sentido dos humanos, outras condições constitutivas significativas da criação de sentido tornam-se obscurecidas. O principal impulso do artigo é desenvolver uma noção de criação de sentido que seja descentralizada – não simplesmente à disposição de sujeitos humanos – e onde o sentido é sempre e já dado e criado simultaneamente. Ou seja, onde cada tentativa humana de enquadrar já está, de fato, enquadrada, de maneira significativa. Mostramos como essa reimaginação da criação de sentido, como descentralizada, tem o potencial de abrir novas avenidas de pesquisa nas práticas de criação de sentido – avenidas que são mais sensíveis ao fluxo temporal, ao mais-que-humano, à imanência e à precariedade de tais práticas. Essa mudança é significativamente teórica, mas também prática.
Lucas D. Introna (Quarta-feira) estudou essa questão.
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