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Apesar de desenvolvimentos significativos na sociopolítica do ensino de inglês em todo o mundo, as metas geralmente permaneceram atreladas às normas de falantes nativos. Este artigo argumenta que, embora essa orientação muitas vezes seja reconhecida como inadequada e contraproducente, ela persiste porque discussões sobre ‘inglês global’ em um nível meta não foram acompanhadas por uma necessária reorientação na pesquisa linguística: muito pouco trabalho empírico foi feito até agora sobre o uso contemporâneo mais extenso do inglês em todo o mundo, a saber, o inglês como língua franca, amplamente entre falantes ‘não nativos’. O artigo busca demonstrar que essa falta de uma realidade descritiva nos impede de conceber os falantes do inglês como língua franca como usuários da língua por direito próprio e, assim, dificulta a contrarrestação da reprodução da dominação do inglês nativo. Para remediar essa situação, é proposta uma agenda de pesquisa que confere ao inglês como língua franca um lugar central na descrição ao lado do inglês como língua nativa, e um novo projeto de corpus é descrito, que constitui um primeiro passo nesse processo. O artigo conclui com uma consideração sobre o impacto potencialmente muito significativo que a disponibilidade de um modelo alternativo para o ensino de inglês como língua franca teria para a pedagogia e a formação de professores.
Barbara Seidlhofer (2001) estudou essa questão.
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