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A mudança em direção a um entrelaçamento profundo precipitado pelo Antropoceno viu um aumento em abordagens probióticas em relação aos micro-organismos que destacam as relações entre humanos e micróbios. No entanto, a COVID-19 complica essa relacionabilidade, não menos considerando seus efeitos impressionantes na sociedade humana, que reforçaram noções de solidariedade e crise comum, conforme evidenciado nas várias medidas biopolíticas ou na ‘narrativa de surto’. Nesse sentido, a formulação de Heather Paxson sobre microbiopolítica como a construção e avaliação de categorias de micro-organismos serve como um modelo útil para perguntar que tipo de microbiopolítica a pandemia do coronavírus torna possível e o que essas estratégias implicam para relações colaborativas entre humanos e micróbios ou o florescimento multiespécies. A microbiopolítica que marca a pandemia, à medida que novas mutações e cepas de vírus estão sendo identificadas e um futuro de doenças zoonóticas é antecipado, mostra essa relacionabilidade microbiana como já presente. No entanto, fazer sentido do entrelaçamento na pandemia é reconhecer a microbiopolítica como sociodemograficamente contingente e enfraquecida por ansiedades antropocêntricas por nosso próprio bem-estar, mas também como uma precariedade da espécie. Essa precariedade da espécie para os humanos mostra que a pandemia é experimentada de maneira diferencial como um eu, enquanto negocia suas relações com outros não-humanos. Isso exige que desenvolvamos estratégias para viver junto ao vírus ou outros micro-organismos no futuro previsível.
Susan Haris (Sun,) estudou esta questão.
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