Fatores de risco somáticos tradicionais, como idade, histórico familiar e pressão arterial sistólica, previram independentemente infarto do miocárdio em maquinistas de trem suecos, enquanto as condições de trabalho psicossociais não.
FUNDAMENTO: Maquinistas de trem têm um risco aumentado de infarto do miocárdio, o que pode ser devido à baixa latitude de decisão e baixo apoio social relatados, mas não a fatores de risco somáticos elevados. OBJETIVO: Estudar fatores de risco somáticos e psicossociais para infarto do miocárdio entre maquinistas de trem de forma prospectiva. DESENHO: Um estudo prospectivo de 2318 maquinistas acompanhados por 10 anos. MÉTODOS: Os fatores de risco foram avaliados em conjunto com exames de saúde periódicos em 15 centros diferentes, mas com metodologia comum e questionários frequentemente utilizados. Informações de questionários e registros sobre infarto do miocárdio durante o acompanhamento foram registradas. RESULTADOS: Dentro deste grupo de maquinistas, idade, histórico familiar de infarto do miocárdio, pressão arterial sistólica e baixa estatura corporal foram preditores independentes de infarto do miocárdio, mas diabetes, colesterol sérico elevado e tabagismo não foram. Tampouco o tempo prolongado na ocupação ou fatores psicossociais relacionados ao trabalho. Os maquinistas estavam todos na extremidade inferior da escala de autoridade e latitude de decisão e tinham baixo apoio social. Com essa amplitude limitada, pode ser difícil detectar essas variáveis como fatores de risco dentro desse grupo. CONCLUSÕES: Vários fatores de risco somáticos bem conhecidos para infarto do miocárdio foram documentados neste estudo, enquanto as condições de trabalho psicossociais, que eram comuns a todos os maquinistas, não estavam significativamente relacionadas ao desfecho.
Piros et al. (Sun,) estudaram essa questão.