Key points are not available for this paper at this time.
FUNDAMENTAÇÃO: Pesquisas anteriores que investigaram a associação entre problemas de agressor-vítima e as dimensões de personalidade de Eysenck mostraram uma associação entre vitimização e introversão e uma associação entre bullying e psicoticismo (Slee & Rigby, 1993). OBJETIVOS: O objetivo do presente estudo foi replicar esses achados e estender a investigação da associação entre problemas de agressor/vítima e personalidade para crianças que são classificadas como tanto agressores quanto vítimas. AMOSTRA E MÉTODO: Cento e-setenta e nove crianças com idades variando de 8 a 13 anos (idade média = 11 anos) completaram a Escala de Comportamento de Bullying e a Escala de Vitimização entre Pares (Austin & Joseph, 1996), o Perfil de Auto-Percepção para Crianças (SPPC: Harter, 1985) e o Questionário de Personalidade de Eysenck Júnior (EPQ Júnior: Eysenck & Eysenck, 1975). RESULTADOS: Quarenta e nove por cento das crianças foram classificadas como envolvidas em bullying, seja como agressores (11 por cento), vítimas (20 por cento) ou agressores/vítimas (18 por cento). Agressores pontuaram mais baixo na escala de mentira, vítimas pontuaram mais baixo na escala de extroversão, e agressores/vítimas pontuaram mais alto nas escalas de neuroticismo e psicoticismo do que crianças classificadas como não envolvidas em bullying. CONCLUSÃO: Esses dados fornecem evidências de que agressores/vítimas são um grupo distinto, separado de agressores ou vítimas, e que podem ser o grupo de crianças que é mais prontamente distinguido em termos de personalidade.
Mynard et al. (Sáb,) estudaram essa questão.