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Este artigo utiliza dados de entrevistas presenciais com refugiados burundeses e birmaneses recentemente reassentados em Michigan para explorar o conceito de cidadania de mercado. A cidadania de mercado (Brodie 1997) é definida como a alocação de direitos de cidadania com base no poder econômico e na participação de um indivíduo no mercado de trabalho. Embora os refugiados tenham acesso legal a certos direitos sociais, através das limitações da cidadania de mercado, frequentemente lhes é negado o acesso a esses direitos. Nossos dados ilustram algumas maneiras pelas quais essa negação ocorre, mas também apontam para formas que os refugiados utilizam as relações familiares para contornar as barreiras à cidadania social que frequentemente experimentam durante o período imediato de reassentamento. As famílias de refugiados reconstituem configurações familiares de modo a aumentar o número de membros da casa elegíveis para o trabalho, ajustando o que chamamos de ‘razo de cidadania neo-liberal’. Argumentamos que a cidadania é amplamente restringida pelo neo-liberalismo, e que a mobilização criativa de relações familiares e comunitárias pelas famílias de refugiados é muitas vezes a única forma que os lares de refugiados têm para sobreviver sob as restrições neo-liberais.
Grace et al. (Mon,) estudaram esta questão.
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