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A desordem linfoproliferativa pós-transplante (PTLD) em transplante renal é cada vez mais reconhecida não apenas como uma consequência passiva da imunossupressão sistêmica, mas como uma malignidade impulsionada por um microambiente tumoral (TME) imunossupressor ativamente engenheirado. Esta revisão explora os sofisticados mecanismos pelos quais o Vírus Epstein-Barr (EBV) remodela a paisagem celular local, detalhando como a oncoproteína viral LMP1 atua como um regulador mestre para aumentar a expressão de pontos de controle imunológico como PD-L1 e orquestrar o recrutamento de macrófagos polarizados em M2 e células T reguladoras. Além disso, destacamos o papel emergente de vesículas extracelulares (exossomos) como vesículas para microRNAs virais, permitindo que o tumor condicione células imunológicas à distância e estabeleça um nicho tolerogênico. Essas estratégias virais são contrastadas com a patogênese distinta do PTLD EBV negativo de início tardio, que depende da instabilidade genômica em vez da imunomodulação viral. Finalmente, avaliamos como essa compreensão aprofundada do TME está transformando os paradigmas terapêuticos, movendo-se da redução padrão da imunossupressão em direção a intervenções direcionadas, como terapias celulares T adotivas específicas para EBV (Tabelecleucel) e células CAR-T, projetadas para desmantelar a arquitetura protetora do tumor, minimizando o alto risco de rejeição do aloenxerto associado aos inibidores de pontos de controle.
Strologo et al. (Ter,) estudaram esta questão.