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O propósito deste artigo é identificar uma filosofia para a etnografia que possa superar algumas das críticas epistemológicas às quais ela tem sido recentemente submetida, notavelmente por Martin Hammersley (1990, 1992). Argumenta-se que a teoria do realismo crítico de Roy Bhaskar (1989a) é capaz de resolver muitos dos problemas levantados em relação a reivindicações representacionais, foco teórico e status explicativo. Um exemplo substancial de como a etnografia realista crítica pode ser utilizada é dado em um estudo de observação participante sobre como o racismo afeta as relações ocupacionais entre enfermeiros e médicos, e como seus efeitos são mediados pela ideologia profissional. Argumenta-se que o ethos universalista de realização do profissionalismo tende a contrariar a natureza ascritiva do racismo. Assim, enquanto um pretexto funcional específico não estiver disponível, os efeitos do racismo estrutural permanecerão latentes em situações sociais onde o profissionalismo exerce uma influência poderosa.
Sam Porter (Mon,) estudou esta questão.