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Queixas no ombro são comuns e apresentam um desfecho desfavorável em muitos pacientes. Apenas 50% de todos os novos episódios de distúrbios do ombro terminam em recuperação completa em 6 meses. Não há consenso sobre indicadores prognósticos que possam identificar pacientes de alto e baixo risco de cronicidade. Por meio de uma busca sistemática na literatura, identificamos 16 estudos focando no prognóstico de distúrbios do ombro. A qualidade metodológica desses 16 estudos foi avaliada. Seis deles foram considerados de 'alta qualidade' relativa. Houve uma grande variedade entre os estudos em relação à duração do acompanhamento, população estudada, fatores prognósticos avaliados, tipo de medida de desfecho e método de análise. Devido a essa grande heterogeneidade, evitamos a agregação estatística. Em vez disso, usamos uma síntese da melhor evidência. Há forte evidência de que a alta intensidade da dor prediz um pior desfecho em populações de atenção primária e que a meia-idade (45-54 anos) está associada a um mau desfecho em populações ocupacionais. Há evidência moderada de que uma longa duração das queixas e uma alta pontuação de incapacidade na linha de base preveem um pior desfecho na atenção primária. Esses resultados precisam ser interpretados com cautela devido ao pequeno número de estudos nos quais essas conclusões se baseiam e à grande heterogeneidade entre os estudos em relação a acompanhamento, medidas de desfecho e análise.
Kuijpers et al. (Sex,) estudaram essa questão.