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Caminhando para o oeste na 46th Street em Manhattan, a apenas três quarteirões do Rockefeller Centre, passa-se por restaurantes brasileiros, o escritório do jornal brasileiro de Nova York, uma agência de viagens brasileira, um negócio que envia remessas e flores para o Brasil, e uma loja que vende produtos alimentícios brasileiros, revistas, jornais, vídeos e fitas. Esses negócios são a ponta de um iceberg étnico, uma minoria invisível estimada em cerca de 80.000 a 100.000 brasileiros apenas na área metropolitana de Nova York. Apesar de seus números, as vidas dessas pessoas permanecem amplamente ocultas para estudiosos e o público. Este é um relato das vidas dos brasileiros de Nova York. Mostrando que esses imigrantes contrariam os estereótipos americanos, o estudo revela que eles são, em grande parte, da classe média da sociedade brasileira: muitos, de fato, têm educação universitária. Não são impulsionados pela pobreza extrema ou repressão política, mas estão fugindo de condições econômicas caóticas que os impedem de manter um padrão de vida de classe média no Brasil. Mas, apesar de sua origem de classe e educação, com pouco inglês e sem documentos de trabalho, muitos são forçados a aceitar empregos subalternos após sua chegada aos Estados Unidos.
Um estudo da Sat investigou essa questão.