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OBJETIVOS: Medir o efeito de lembretes telefônicos na frequência em clínicas adolescentes. MÉTODOS: As marcações em clínicas de adolescentes foram aleatoriamente atribuídas a um lembrete telefônico um dia antes da consulta, ou a uma marcação de rotina (sem lembrete). O cenário foi quatro clínicas gerais de saúde adolescente dentro de um serviço público terciário de saúde para adolescentes no Centro de Saúde Adolescente. As principais medidas de resultado foram não comparecimento à clínica, motivo do não comparecimento e satisfação com o sistema de marcação. RESULTADOS: Cento e setenta e um atendimentos de adolescentes foram estudados. Desses, 51,5% eram do sexo feminino, e 25% das marcações eram para consultas novas, em vez de consultas de revisão. Cem adolescentes foram alocados aleatoriamente ao grupo de lembrete, dos quais 87% foram contatados. O uso de lembretes (análise por intenção de tratar) reduziu significativamente a taxa de não comparecimento de 20% para 8% (razão de chances 0,35; P = 0,03). O não comparecimento foi três vezes mais provável em uma consulta nova do que em consultas de revisão. 'Esquecer' foi a explicação mais comum dada pelos pacientes (35%) que não compareceram. Setenta e nove por cento dos pais relataram que lembretes telefônicos foram úteis para incentivar a frequência. CONCLUSÃO: Lembretes telefônicos melhoraram significativamente a presença nessas clínicas adolescentes. A taxa de não comparecimento de fundo e a proporção de pacientes de alto risco para não comparecimento (novas consultas neste cenário) determinarão se os lembretes são mais eficientemente direcionados a marcações específicas do que usados rotineiramente.
Sawyer et al. (Sex,) estudaram essa questão.