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CONTEXTO: O Governo de Botsuana introduziu taxas de usuários para consultas de saúde primária em 1975. A política permaneceu em vigor desde então, embora a taxa tenha permanecido largamente inalterada, apesar da inflação crescente. As primeiras revisões da política apontaram problemas em sua implementação, mas não houve avaliação nos últimos 20 anos. O objetivo deste estudo foi revisar a política para avaliar se as questões documentadas sobre sua implementação foram abordadas. MÉTODOS: Este estudo qualitativo envolveu entrevistas com 32 informantes-chave: 18 formuladores de políticas e 14 coletores de receitas da linha de frente. Os dados foram analisados tematicamente usando uma abordagem de modelo com constructos de um framework de avaliação de capacidade organizacional estabelecido usado como categorias pré-determinadas para guiar a coleta e análise de dados. RESULTADOS: A capacidade administrativa e de gestão limitada tem sido um grande obstáculo à implementação efetiva da política. A falta de infraestrutura para uma coleta de receitas eficaz levou à apropriação indevida de fundos. A falta de diretrizes claras para as unidades de saúde sobre como implementar a política gerou conflitos interdepartamentais. Os participantes do estudo acreditavam que a política atual provavelmente não era custo-efetiva, uma vez que o custo de coleta das taxas provavelmente superava a receita gerada. CONCLUSÃO: Se o Governo de Botsuana persistir com a política, precisa melhorar a capacidade organizacional para coletar e gerenciar receitas de maneira eficiente. No entanto, o pensamento político desde o início do século se afastou das taxas de usuários na saúde, pois impedem o movimento em direção ao acesso universal. Portanto, é oportuno considerar abordagens de financiamento alternativas que sejam mais eficazes e um meio mais equitativo de pagamento por serviços de saúde.
Pagiwa et al. (Sab,) estudaram essa questão.
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