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Os pesquisadores frequentemente culpam os problemas nas pescarias pelo regime de propriedade sob o qual uma pesca é praticada. Dependendo de sua perspectiva, os pesquisadores localizam a causa dos problemas em regimes de propriedade comum ou de acesso aberto. No entanto, porque essas abordagens se baseiam na suposição do "indivíduo economicamente racional", elas obscurecem as práticas culturais, políticas e econômicas específicas que moldam o uso dos recursos. A análise da pesca de peixes de fundo do Pacífico dos EUA mostra que o crescimento e os problemas subsequentes nessa pesca são resultado de um programa de desenvolvimento pesqueiro liderado pelo estado, implementado por meio de uma série de políticas nacionais, regionais e locais projetadas para estender o controle soberano a incluir o território oceânico. Essas políticas criaram tanto um clima de desenvolvimento pesqueiro quanto forneceram os meios pelos quais a pesca poderia crescer. Esta análise destaca a necessidade de examinar a especificidade histórica e geográfica para explicar o uso dos recursos, ao invés de confiar em modelos generalizados que postulam uma relação determinística entre regimes de propriedade e resultados socioambientais.
Becky Mansfield (Qua,) estudou essa questão.
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