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Resumo As comunidades das Ilhas do Pacífico estão enfrentando mudanças rápidas em seus sistemas alimentares no contexto da globalização, degradação ambiental e mudanças climáticas. Enquanto nas áreas urbanas os residentes enfrentam uma rápida transição nutricional, em ambientes rurais, surgem preocupações sobre como manter da melhor forma os sistemas alimentares tradicionais que são nutritivos e sustentáveis. As florestas de mangue fazem parte de ambientes alimentares biodiversos que sustentam comunidades rurais no Pacífico, mas muitas vezes são negligenciadas na pesquisa sobre sistemas alimentares porque ocorrem entre mar e terra, e porque a coleta de moluscos e invertebrados dos mangues é considerada meras práticas de subsistência realizadas por mulheres. Neste artigo, baseamo-nos em uma abordagem de foodscape feminista na ecologia política feminista para discutir trabalho de campo qualitativo em comunidades adjacentes a manguezais nas Ilhas Salomão. Destacamos a importância socioecológica dos foodscapes de mangue, juntamente com os aspectos de gênero e geração de como as mudanças ambientais e do sistema alimentar são vivenciadas de maneira diferente pelos membros da comunidade na Lagoa Marovo. Enquanto os conservacionistas estão cada vez mais interessados no potencial dos manguezais para a captura de carbono, esta pesquisa aborda a necessidade crítica de envolver os aspectos sociais, culturais e de gênero dos manguezais – em direção a objetivos entrelaçados de equidade de gênero, biodiversidade e soberania alimentar indígena no Pacífico.
Bruckner et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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