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Este estudo examina criticamente a forma como o conceito de cuidado é apresentado na literatura de enfermagem através de abordagens analíticas conceituais. Uma reflexão crítica sobre as potenciais consequências de representar um conceito de cuidado como vago e ambíguo, mas central para a ontologia e epistemologia na enfermagem profissional, é apresentada, baseando-se em comparações entre as análises conceituais do cuidado e as perspectivas estruturalistas da linguagem, e como isso potencialmente limita a erudição nesta área. Uma busca na literatura revelou nove artigos conceituais. Esses artigos destacam as características autorreferenciais do conceito de cuidado e dos métodos analíticos em geral. Propõe-se que isso é resultado de uma adesão sistemática a uma visão rígida e estruturalista da linguagem, pela qual se assumem relações estáveis entre palavras e seus significados. Uma perspectiva alternativa é oferecida ao ver o cuidado como uma prática discursiva em vez de uma entidade conceitual fixa, questionando o papel que o conceito desempenha na prática de enfermagem. Uma perspectiva pós-estruturalista exige que o cuidado seja percebido como um discurso da enfermagem que é fluido e contingente, em vez de um conceito central e orientador, abrindo uma nova orientação para a erudição em enfermagem na pesquisa sobre cuidado.
Andrew Sargent (Terça) estudou esta questão.
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