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Este artigo explora a metáfora comumente utilizada do palimpsesto, prevalente nos estudos urbanos, e sugere que existem realidades no campo que são ofuscadas pelo uso dominante da metáfora. Embora o palimpsesto seja uma metáfora útil para ilustrar a superposição cronológica ou traços do passado que permanecem ocultos, é inadequado para descrever locais que apresentam justaposições materiais, espaciais e temporais. Para remediar essa lacuna, o artigo introduz o conceito de brecha, inspirado por Sigmund Freud, para fornecer um meio alternativo de considerar como a acumulação de materiais afeta o planejamento na cidade. Exemplos de dois locais específicos em Roma ilustram como a brecha melhora a compreensão dos locais e permite avaliar as práticas de patrimônio urbano em iniciativas urbanas recentes. Como conclusão, o artigo destaca os benefícios de se envolver com um conceito que revela concatenações em um local e sugere que trabalhos futuros sobre a brecha poderiam ser ampliados para incluir a exploração de entrelaçamentos intangíveis.
Nadia Bartolini (Sex,) estudou essa questão.
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