OBJETIVO DA REVISÃO: A intubação traqueal de emergência em pacientes criticamente enfermos continua associada a altas taxas de hipoxemia, instabilidade hemodinâmica e parada cardíaca. Na última década, vários grandes ensaios randomizados e coortes multicêntricas avaliaram estratégias para melhorar a segurança deste procedimento de alto risco. Esta revisão resume as evidências recentes para orientar os clínicos em direção a uma gestão das vias aéreas mais segura e focada na fisiologia em contextos de emergência e cuidados críticos. ACHADOS RECENTES: Estudos recentes apoiam o uso de ventilação não invasiva para pré-oxigenação a fim de reduzir a hipoxemia severa, o uso rotineiro de videolaringoscopia para melhorar a taxa de sucesso na primeira tentativa e a seleção cuidadosa de agentes de indução para limitar o colapso hemodinâmico. Enquanto o bloqueio neuromuscular melhora as condições de intubação, seu impacto nos resultados centrados no paciente permanece incerto, e nenhuma diferença clara foi demonstrada entre rocurônio e succinilcolina. Há também uma crescente atenção voltada para a preparação da equipe, planos estruturados das vias aéreas e fatores humanos. RESUMO: A intubação de emergência está se tornando mais segura por meio de melhorias na preparação, pré-oxigenação, estratégias farmacológicas e seleção de dispositivos. No entanto, muitas intervenções melhoram o sucesso do procedimento sem demonstrar consistentemente benefício em resultados clínicos. Pesquisas futuras devem priorizar ensaios pragmáticos que abordem questões não resolvidas e integrem abordagens de fatores humanos para reduzir ainda mais as complicações peri-intubação.
Freund et al. (Qui,) estudaram esta questão.