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Linfócitos periféricos que entram nas regiões isquêmicas do cérebro orquestram respostas inflamatórias, catalisam a morte do tecido e pioram os desfechos clínicos do acidente vascular cerebral isquêmico agudo (AVCI) em estudos pré-clínicos. Contudo, não se sabe se a modulação da inflamação cerebral pode impactar o resultado dos pacientes com AVCI. Neste ensaio clínico piloto aberto, com avaliador cego e grupo paralelo, recrutamos 22 pacientes pareados para características clínicas e de RM, com oclusão da circulação cerebral anterior e início do AVC que havia ultrapassado 4,5 h, os quais receberam apenas o manejo padrão (controles) ou o manejo padrão mais fingolimode (FTY720, Gilenya, Novartis), 0,5 mg por dia via oral por 3 dias consecutivos. Comparados aos 11 pacientes do grupo controle, os 11 receptores de fingolimode apresentaram contagens de linfócitos circulantes mais baixas, déficits neurológicos mais leves e melhor recuperação de funções neurológicas. Essa diferença foi mais profunda na primeira semana, quando a redução da Escala de AVC dos Institutos Nacionais de Saúde foi de 4 vs. -1, respectivamente (P = 0,0001). A reabilitação neurológica foi mais rápida no grupo tratado com fingolimode. O aumento do tamanho da lesão foi mais restrito entre a linha de base e o dia 7 do que nos controles (9 vs. 27 mL, P = 0,0494). Além disso, rT1%, um indicador de permeabilidade microvascular, foi menor no grupo tratado com fingolimode no dia 7 (20,5 vs. 11,0; P = 0,005). Nenhum evento sério relacionado ao medicamento ocorreu. Concluímos que em pacientes com AVC agudo e oclusão da circulação cerebral anterior, o fingolimode oral administrado dentro de 72 h do início da doença foi seguro, limitou a lesão secundária ao tecido da linha de base ao dia 7, diminuiu a permeabilidade microvascular, atenuou os déficits neurológicos e promoveu a recuperação.
Fu et al. (Mon,) estudaram essa questão.