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FUNDAMENTAÇÃO: A maioria das mulheres com depressão pós-parto (DPP) em países de baixa e média renda permanece sem diagnóstico e sem tratamento, apesar das evidências dos efeitos adversos para a mulher e seu filho. O objetivo deste estudo foi identificar as estratégias de enfrentamento utilizadas por mulheres com sintomas de DPP na Etiópia rural para informar o desenvolvimento de intervenções socioculturalmente apropriadas. MÉTODOS: Um estudo populacional transversal foi conduzido em um distrito predominantemente rural no sul da Etiópia. Todas as mulheres com bebês vivos entre um e 12 meses pós-parto (n = 3147) foram triadas quanto a sintomas de depressão utilizando o Questionário de Saúde do Paciente, versão de 9 itens (PHQ-9). Aqueles que pontuaram cinco ou mais, 'sintomas de DPP altos', (n = 385) foram incluídos neste estudo. A escala de Enfrentamento Breve com Problemas Experienciados (COPE-28) foi utilizada para avaliar as estratégias de enfrentamento. A validade de constructo da breve COPE foi avaliada utilizando análise fatorial confirmatória. RESULTADOS: A análise fatorial confirmatória da escala breve COPE apoiou as três dimensões de enfrentamento previamente hipotetizadas (focada no problema, focada na emoção e disfuncional). O enfrentamento focado na emoção foi a estratégia de enfrentamento mais comumente utilizada por mulheres com sintomas de DPP. A residência urbana foi positivamente associada a todas as três dimensões de enfrentamento. Mulheres que tinham educação formal e que atribuíram seus sintomas a uma causa física eram mais propensas a usar estratégias de enfrentamento tanto focadas no problema quanto na emoção. Mulheres com melhor riqueza subjetiva e aquelas que percebiam que seus maridos bebiam álcool em excesso eram mais propensas a usar enfrentamento focado na emoção. Estratégias de enfrentamento disfuncionais foram relatadas por mulheres que tinham um relacionamento ruim com seus maridos. CONCLUSÕES: Assim como em países de alta renda, mulheres com sintomas de DPP eram mais propensas a usar estratégias de enfrentamento focadas na emoção e disfuncionais. A pobreza e o baixo nível de conscientização sobre a depressão como uma doença podem dificultar ainda mais as tentativas de resolução de problemas para enfrentar. Estudos prospectivos são necessários para entender a significância prognóstica dos estilos de enfrentamento neste contexto e para informar o desenvolvimento de intervenções psicossociais.
Azale et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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