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Neste artigo, analisamos a evolução das reformas de saúde orientadas para o mercado nos Países Baixos. Argumentamos que essas reformas podem ser caracterizadas como aprendizado de políticas dentro e entre programas de políticas concorrentes. O aprendizado de políticas denota o processo pelo qual formuladores de políticas e partes interessadas ajustam deliberadamente os objetivos, regras e técnicas de uma determinada política em resposta a experiências passadas e novas informações. Discernimos três períodos distintos. Durante o primeiro período (1988-1994), os programas de políticas corporativistas e etatistas foram seriamente desafiados pelos defensores de um novo programa orientado para o mercado. Mas quando se tratou de tomada de decisões políticas e implementação, o programa orientado para o mercado logo perdeu seu ímpeto porque era tecnicamente muito complexo e não conseguia fornecer soluções de curto prazo para atender à necessidade urgente de contenção de custos. Durante o segundo período (1994-2000), o programa etatista recuperou sua posição dominante anterior. Paralelamente ao fortalecimento dos controles de oferta e preço, no entanto, o governo também perseverou em criar as condições técnicas e institucionais para a competição regulada. Além disso, o descontentamento público em relação às listas de espera e o apelo por mais autonomia por parte de provedores e seguradoras individuais fortaleceram a aliança a favor da competição regulada. Isso levou ao renascimento do programa orientado para o mercado em um plano de reforma de 2001. Concluímos que as chances de sucesso dessas novas reformas pós-2001 são substancialmente maiores do que no primeiro período devido aos ajustes técnicos e institucionais que ocorreram na última década.
Helderman et al. (Sex,) estudaram essa questão.