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Em uma análise retrospectiva agrupada de 11 ensaios clínicos de terapia baseada em lenalidomida para mieloma múltiplo recidivante/refratário (MM; N = 3846), a taxa de incidência global (IR, eventos por 100 anos-paciente) de neoplasias primárias secundárias (SPMs) foi de 3,62. A IR de SPMs invasivas (hematológicas e tumores sólidos) foi de 2,08, consistente com a incidência base de desenvolvimento de câncer. Em uma análise separada de dados agrupados de ensaios fase 3 cruciais de MM recidivante ou refratário (N = 703), a IR global de SPMs foi de 3,98 ( intervalo de confiança CI de 95%, 2,51-6,31) com lenalidomida/dexametasona e 1,38 (IC de 95%, 0,44-4,27) com placebo/dexametasona; as IRs de cânceres de pele não melanoma foram de 2,40 (IC de 95%, 1,33-4,33) e 0,91 (IC de 95%, 0,23-3,66), respectivamente; as IRs de SPMs invasivas foram de 1,71 (IC de 95%, 0,86-3,43) e 0,91 (IC de 95%, 0,23-3,66), respectivamente. O risco de SPMs deve ser levado em consideração antes de iniciar o tratamento com lenalidomida. No contexto do benefício de sobrevida observado em pacientes com MM recidivante ou refratário, o perfil benefício/risco de lenalidomida/dexametasona permanece positivo.
Dimopoulos et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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