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OBJETIVO: Adultos mais velhos vivendo com a infecção pelo HIV podem ser duplamente estigmatizados, uma vez que são marcados tanto pela idade quanto pelo status de HIV. Através de entrevistas semiestruturadas, este estudo buscou examinar se adultos mais velhos com HIV/AIDS experimentam tanto idadismo quanto estigma relacionado ao HIV e como essas experiências se manifestam em suas vidas. DESENHO E MÉTODOS: Este foi um estudo qualitativo no qual 25 entrevistas em profundidade foram realizadas com adultos de 50 anos ou mais que estavam vivendo com HIV ou AIDS. A amostragem intencional foi utilizada para recrutar esses indivíduos que compartilharam suas experiências. A codificação aberta e a codificação axial dos transcritos das entrevistas foram realizadas em todas as entrevistas, resultando no desenvolvimento de um quadro dessas experiências. RESULTADOS: A maioria (68%) dos entrevistados experimentou tanto idadismo quanto estigma associado ao HIV. As experiências eram muitas vezes separadas, embora algum estigma inter-relacionado tenha ocorrido. Nove temas surgiram das entrevistas, incluindo rejeição, estereótipos, medo de contágio, violações de confidencialidade e idadismo internalizado. Todos os temas se enquadraram em quatro categorias: discriminação social, discriminação institucional, estigma antecipatório e outros. IMPLICAÇÕES: A pesquisa identificou temas que podem ser fontes tanto de estigma e discriminação sentidos quanto enactados relacionados ao envelhecimento e ao HIV. Este conceito de dupla penalidade existe na vida da maioria das pessoas entrevistadas e tem relevância para a criação de estratégias de intervenção apropriadas.
Charles A. Emlet (sex,) estudou esta questão.