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Jogos digitais oferecem uma vasta gama de experiências envolventes, desde a exploração serena de paisagens lindamente renderizadas até os desafios cognitivos profundos apresentados por simulações estratégicas e a adrenalina das competições em equipes. Os jogos digitais possibilitam experiências que são consideravelmente diferentes do envolvimento de um leitor com a literatura ou da experiência de um cinéfilo com um filme. Em In-Game, Gordon Calleja examina o que exatamente torna os jogos digitais tão singularmente envolventes e oferece uma nova formulação mais precisa e específica para esse envolvimento. Um dos conceitos mais comumente, embora vagamente, utilizados na indústria e na academia é a imersão—sensação do jogador de habitar o espaço representado na tela. O uso excessivo deste termo diminuiu seu valor analítico e confundiu seu significado, tanto na análise quanto no design. Em vez de conceber a imersão como uma única experiência, Calleja a vê como a mistura de diferentes fenômenos experienciados proporcionados por uma jogabilidade envolvente. Ele propõe um modelo (baseado em pesquisa qualitativa) para descrever esses fenômenos: o modelo de envolvimento do jogador. Este modelo abrange duas fases temporais constituintes—o macro, representando o envolvimento offline, e o micro, representando o envolvimento momento a momento durante a jogabilidade—bem como seis dimensões de envolvimento do jogador: cinestésico, espacial, compartilhado, narrativo, afetivo e lúdico. A mistura experiencial intensificada e internalizada pode culminar na incorporação—um conceito que Calleja propõe como uma alternativa à problemática imersão. A incorporação, argumenta ele, é uma metáfora mais precisa, proporcionando uma base robusta para futuras pesquisas e design.
A Sun, estudo examinou esta questão.