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A contribuição do esporte e da atividade física na conquista do bem-estar recebeu muita atenção em relação a crianças e adultos, embora a consideração dos aspectos físicos do prazer corporal tenha tendido a ser ignorada em favor do desenvolvimento de medidas relacionadas à saúde. Na educação física, o corpo físico foi ainda mais ‘desencarnado’ através do foco em ‘resultados’ baseados na saúde (como o combate à obesidade) e no que poderia ser considerado um ‘medo de se divertir’. No entanto, o prazer não precisa ser necessariamente egoísta e hedonista e, em última análise, pode-se afirmar que o foco excessivo no ‘bem-estar’ psicológico e nas políticas curriculares orientadas por resultados limita o potencial para a realização individual e o aprendizado sobre as possibilidades do corpo físico. Este artigo incorpora o conceito de práticas corpo-reflexivas, conforme inicialmente descrito por Connell, para explorar a noção de prazeres corpo-reflexivos que incorporam o indivíduo, bem como o contexto social. Com base em pesquisas anteriores e atuais que exploram o prazer corporal, a diversão e o desfrute como fatores na participação esportiva, sugere-se que as experiências físicas no esporte e na atividade física precisam ser compreendidas tanto no nível individual quanto social — em um momento específico, bem como em uma reflexão positiva posterior.
Ian Wellard (Mon,) estudou essa questão.