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Os sentidos estéticos são os sentidos pelos quais experimentamos beleza, graça e outras propriedades estéticas. A visão e a audição são comumente reconhecidas como sentidos estéticos, enquanto o olfato, o paladar e o tato não são. A propriocepção é o sentido pelo qual adquirimos informações sobre as posições e movimentos de nossos próprios corpos, por meio de receptores nas articulações, tendões, ligamentos, músculos e pele. Minha afirmação é que a propriocepção é um sentido estético e que se pode fazer julgamentos estéticos com base na experiência proprioceptiva. Vou argumentar que, assim como se pode considerar uma pintura bonita com base na experiência visual da pintura, é possível considerar um determinado movimento bonito com base na experiência proprioceptiva do movimento. Além disso, proponho que, de certa forma, um observador pode proprioceber a beleza do movimento de outro. Embora isso possa parecer surpreendente, argumento que descobertas recentes sobre a função dos neurônios espelho—neurônios que são ativados tanto quando se realiza uma tarefa quanto quando se vê essa tarefa sendo realizada—bem como outros estudos empíricos que ilustram que, ao ver outros se moverem, representamos cinesteticamente seu movimento, apoiam essa afirmação e potencialmente abrem caminho para uma estética proprioceptiva em terceira pessoa.
Barbara Gail Montero (Qua,) estudou esta questão.
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