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Objetivo: Determinar a prevalência de acidente vascular cerebral isquêmico agudo (AVC) negativo para imagem por difusão (DWI) e identificar as características clínicas de pacientes com AVC isquêmico agudo negativo para DWI. Métodos: Realizamos uma busca sistemática no PubMed e no Ovid/MEDLINE por estudos relevantes entre 1992, ano em que a sequência DWI entrou na prática clínica, e 2016. Os estudos foram incluídos com base na inclusão de pacientes consecutivos apresentados com um diagnóstico clínico de AVC antes da imagem. A meta-análise foi realizada para sintetizar dados de nível de estudo, estimar a prevalência de AVC negativo para DWI e estimar as razões de chances (ORs) para características clínicas associadas ao AVC negativo para DWI. Resultados: Doze artigos, incluindo 3.236 pacientes com AVC, foram incluídos. A síntese meta-analítica resultou em uma prevalência combinada de AVC isquêmico agudo negativo para DWI de 6,8%, intervalo de confiança (IC) de 95% de 4,9 a 9,3. Nos 5 estudos que relataram dados de proporção para AVC negativo e positivo para DWI com base no território vascular isquêmico (n = 1.023 pacientes com AVC), o AVC negativo para DWI foi fortemente associado à isquemia da circulação posterior, conforme determinado pelo diagnóstico clínico na alta hospitalar ou imagem de repetição (OR 5,1, IC de 95% 2,3–11,6, p). Conclusões: Uma pequena, mas significativa, porcentagem de pacientes com AVC apresenta um exame DWI negativo. Pacientes com déficits neurológicos consistentes com isquemia da circulação posterior têm 5 vezes mais chances de ter um exame DWI negativo em comparação com pacientes com isquemia da circulação anterior. O AVC continua a ser um diagnóstico clínico e a terapia de reperfusão urgente deve ser considerada mesmo quando um exame inicial de DWI é negativo.
Edlow et al. (qui,) estudaram esta questão.