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INTRODUÇÃO: O fenômeno da 'segunda vítima' (SVP) refere-se a um profissional de saúde que esteve envolvido em um evento adverso (AE) e continua a sofrer com o evento em detrimento do funcionamento pessoal e profissional. O modelo da história natural de recuperação das segundas vítimas prevê estágios do fenômeno desde a ocorrência do AE até a fase de 'seguir em frente' e serve como uma estrutura adequada para muitos programas de apoio organizacional em todo o mundo. OBJETIVO: Usar o modelo da história natural de recuperação das segundas vítimas para examinar o impacto do SVP sobre enfermeiros israelenses, com um foco específico no apoio organizacional que eles sentiam que necessitavam em comparação com o apoio que acreditavam ter recebido de suas organizações. MÉTODOS: Quinze entrevistas aprofundadas foram conduzidas, utilizando um questionário semi-estruturado, entre enfermeiros que experimentaram o SVP. As entrevistas foram gravadas com o consentimento dos entrevistados, transcritas e analisadas através de análise de conteúdo temática. RESULTADOS: Ao longo de todos os seis estágios de recuperação, todos os entrevistados relataram manifestações físicas e emocionais após a exposição a um AE, independentemente do tipo de evento ou gravidade. Eles também relataram dificuldade na regulação emocional, bem como danos ao funcionamento e à qualidade de vida geral. A maioria dos enfermeiros entrevistados relatou a necessidade de compartilhar os eventos com alguém, mas, apesar desse desejo de receber suporte apropriado, quase nenhum deles pediu proativamente ajuda de uma fonte profissional, nem a gestão organizacional iniciou suporte proativo. Essa falta de encaminhamento para assistência adicional pode ser explicada pela limitada conscientização do SVP como uma resposta válida a um AE, uma percepção de falta de legitimidade para receber apoio organizacional e barreiras pessoais que acompanham o fenômeno. CONCLUSÕES: O apoio organizacional adequado, oferecido próximo a um AE, assim como ao longo do tempo, é essencial para o enfermeiro, o paciente e a organização. Barreiras pessoais, junto com a conscientização limitada, podem desafiar a identificação e a provisão de assistência apropriada. Portanto, é importante abordar o fenômeno como parte da política organizacional geral para melhorar a qualidade do cuidado e a segurança do paciente.
Cohen et al. (Fri,) estudaram essa questão.