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OBJETIVOS: As diretrizes atuais do Royal College of Pathologists para a elaboração de relatórios de espécimes de pancreatoduodenectomia recomendam que a evidência microscópica de tumor dentro de 1 mm de uma margem de ressecção (MR) deve ser classificada como R1. Não existem evidências clínicas que justifiquem essa classificação. O objetivo deste estudo foi identificar a proporção de espécimes de pancreatoduodenectomia nos quais estão presentes margens 'equivocadas' (envolvimento tumoral dentro de 1 mm, mas não atingindo diretamente, uma ou mais margens de ressecção) e se a sobrevida desses pacientes era semelhante à dos pacientes com envolvimento em margens 'inequívocas'. MÉTODOS E RESULTADOS: Pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático confirmado histologicamente submetidos a pancreatoduodenectomia entre 1997 e 2007 (n = 163) foram identificados a partir de um banco de dados prospectivo. Cento e vinte e oito casos (79%) foram classificados como R1. Destes, 57 (45% de todos os casos R1) foram baseados em envolvimento de margem 'equivocada'. Não houve diferença significativa na sobrevida geral entre ressecções R1 equivocadas e inequívocas (log rank, P = 0.102). Todas as ressecções R1 tiveram uma sobrevida pior na análise univariada (log rank, P = 0.013), mas não na análise multivariada (Cox, P = 0.132). CONCLUSÕES: Nossos resultados indicam que casos com envolvimento tumoral microscópico dentro de 1 mm de uma margem de ressecção devem ser considerados sinônimos de excisão incompleta para câncer pancreático ressecado.
Campbell et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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