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Medidas restritivas, ou chamadas "sanções", foram introduzidas pelos países da União Europeia contra a Federação Russa, seus cidadãos e entidades jurídicas em 2014. A introdução dessas medidas restritivas foi inicialmente vista como uma ameaça à segurança econômica e soberania da Rússia, de modo que as autoridades russas foram forçadas a responder introduzindo medidas de retaliação, ou contrasanções. O tema deste artigo é as diversas possibilidades de defender ou contestar as medidas restritivas impostas previstas pela legislação da União Europeia e de seus Estados-Membros, assim como os casos mais famosos e significativos de apelação contra essas sanções. O objetivo do estudo é sistematizar várias formas de contestar as medidas restritivas nos órgãos da União Europeia, desenvolver um mecanismo para tal contestação, além de coletar informações estatísticas sobre casos concluídos nos quais sanções contra certas pessoas foram contestadas com sucesso, ou a suspensão das medidas restritivas foi negada. A relevância do tema se expressa na pressão incessante de Estados estrangeiros sobre a soberania e a segurança econômica da Rússia. A novidade científica se deve à falta de pesquisa sistemática sobre os mecanismos para contestar sanções. Os autores aplicam métodos de análise descritiva, histórica e comparativa. Os autores identificaram um certo mecanismo de oportunidades e ferramentas para contestar medidas restritivas nos órgãos da União Europeia, assim como definiram uma cadeia de ações para iniciar um mecanismo de apelação para certas medidas restritivas. Os autores concluem que as partes interessadas devem iniciar e participar de procedimentos de apelação das sanções, pois existe uma boa prática na suspensão das medidas restritivas.
Ángel et al. (Sat,) estudaram essa questão.