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INTRODUÇÃO: A governança do sistema de saúde é a pedra angular de sistemas de saúde eficientes, equitativos e sustentáveis que buscam a cobertura universal de saúde. Os atores globais de saúde têm utilizado cada vez mais o diálogo de políticas (DP) como uma ferramenta de governança para se envolver tanto com partes interessadas estatais quanto não estatais. Apesar das tentativas de moldar as práticas de DP, este continua sendo um termo genérico para profissionais de sistemas de saúde e pesquisadores. MÉTODO: Realizamos um estudo de mapeamento sobre DP. Identificamos 25 artigos publicados em inglês entre 1985 e 2017 e 10 publicações de literatura cinza. A análise foi orientada pelas seguintes perguntas: (1) Como os autores definem o DP? (2) O que aprendemos sobre práticas de DP e fatores de implementação? (3) Quais são as especificidades do DP em países de baixa e média renda? RESULTADOS: A análise destacou três definições de diálogo de políticas: uma plataforma de troca e tradução de conhecimento, um modo de governança e um instrumento para negociar ajuda ao desenvolvimento internacional. Os fatores de sucesso incluem o engajamento contínuo e sustentado dos participantes durante todas as etapas relevantes, sua capacidade de contribuir de maneira construtiva para as discussões enquanto são verdadeiramente representativos de suas organizações, e seu alto interesse e envolvimento no assunto. Os pré-requisitos para garantir que os participantes permanecessem engajados foram um processo claro, uma compreensão compartilhada dos objetivos em todos os níveis do DP e uma abordagem de DP consistente com o objetivo do DP. No contexto da ajuda ao desenvolvimento, os principais desafios estão no equilíbrio de poder entre as partes interessadas, a capacidade organizacional ou técnica das partes interessadas do país receptor para conduzir ou contribuir efetivamente para os processos de DP e a natureza cada vez mais tecnocrática do DP. CONCLUSÃO: O DP requer um alto nível de expertise em governança colaborativa e precisa de apoio financeiro constante, embora não necessariamente elevado. Essas condições são cruciais para torná-lo um verdadeiro motor de reforma do sistema de saúde nos caminhos dos países em direção à cobertura universal de saúde.
Robert et al. (Qua,) estudaram esta questão.