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FUNDAMENTO: Este estudo foi projetado para investigar a relação entre a deterioração neurológica transitória e as alterações na perfusão cerebral após o desvio da artéria temporal superficial/artéria cerebral média (STA-MCA). MÉTODOS: As características clínicas dos pacientes com deterioração neurológica transitória pós-operatória foram analisadas em 120 procedimentos de desvio STA-MCA para doenças cerebrais isquêmicas, como doença aterosclerótica e doença moyamoya. Tomografia por emissão de fóton único cerebral (SPECT) foi realizada em 25 pacientes antes da cirurgia e no terceiro e décimo dias pós-operatórios. A perfusão hemisférica no SPECT foi calculada semi-quantitativamente usando mapeamento paramétrico estatístico e um atlas cerebral probabilístico. RESULTADOS: Entre os 120 procedimentos, houve 4 déficits neurológicos permanentes pós-operatórios (3,3%) e 20 deteriorações neurológicas transitórias pós-operatórias com etiologia desconhecida (17%). Nos 25 pacientes analisados para alterações de perfusão pós-operatória, a perfusão cerebral aumentou no terceiro dia pós-operatório e a perfusão aumentada correlacionou-se negativamente com a perfusão pré-operatória (coeficiente de correlação = -0,77; p < 0,001). Alterações temporais e a localização da hiperperfusão transitória no SPECT correlacionaram-se com o curso temporal e os déficits neurológicos associados à deterioração neurológica transitória pós-operatória em 3 pacientes. CONCLUSÕES: A hiperperfusão relativa transitória pós-operatória é um fenômeno comum e pode ser uma das causas da deterioração neurológica transitória pós-operatória após a cirurgia de desvio STA-MCA para doenças cerebrais isquêmicas.
Kim et al. (Ter,) estudaram esta questão.