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Este artigo examina a convergência da digitalização e da sustentabilidade ecológica dentro do conceito de “ecotecnocracia digital”, analisando suas implicações para a legitimidade. Primeiramente, elaboramos as razões pelas quais acreditamos que a adaptação está se tornando cada vez mais um leitmotiv essencial da integração e transformação social. Em seguida, argumentamos que a convergência do digital e do verde tem o potencial de remodelar fundamentalmente a relação entre política e sociedade em termos de legitimidade política. Ao fazer isso, afirmamos que a integração das agendas digitais e verdes pode transformar as democracias liberais em sistemas adaptativos, tecnocráticos, focados em despolitizar conflitos ecológicos por meio de tecnologias digitais. Baseando-se na teoria crítica, particularmente no trabalho de Claus Offe sobre dilemas tecnocráticos, propomos uma “dialética negativa da tecnocracia”, onde os esforços para estabilizar a sociedade por meio de soluções tecnocráticas correm o risco de gerar novas crises de legitimidade, mas ao fazê-lo, fortalecem ainda mais as trajetórias tecnocráticas.
Staab et al. (Mon,) estudaram esta questão.