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Relatamos os achados clínicos e histopatológicos de quatro pacientes que apresentaram placas assintomáticas, eritematosas a violáceas, simetricamente distribuídas na parte superior das coxas, lateral do tórax e, em dois casos, também no abdômen e na superfície flexora dos cotovelos. Todas as pacientes eram mulheres; duas delas tinham artrite, que em um caso estava associada a um distúrbio autoimune, e outra tinha tireoidite autoimune. Histopatologicamente, todos os casos mostraram alterações semelhantes consistindo em uma dermatite granulomatosa intersticial envolvendo principalmente a derme reticular inferior. Histiócitos eram o componente celular predominante, dispostos intersticialmente e em pequenas palisadas ao redor de focos de feixes de colágeno degenerado, em conjunto com grandes números de neutrófilos e eosinófilos. A dermatite granulomatosa intersticial pode apresentar diferentes expressões clínicas, incluindo cordões lineares, pápulas e, como em nossos casos, placas. Esse padrão histopatológico peculiar se insere no espectro do granuloma necrótico extravascular cutâneo, uma condição frequentemente associada a doenças autoimunes sistêmicas.
Graziani et al. (Sat,) estudaram essa questão.