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As tentativas da União Europeia (UE) de estender suas políticas a estados não membros foram conceptualizadas como ‘governança externa’ e tornaram-se particularmente visíveis em projetos voltados para países vizinhos. O artigo mostra os limites teóricos da abordagem de governança externa para avaliar sua implementação e argumenta a favor da adoção de uma perspectiva organizacional para superar essas limitações. Ele distingue fatores macropolíticos, distributivos e organizacionais e sua influência na implementação de políticas externas, a fim de avaliar os limites empíricos da governança externa. A política de migração externa é usada como um caso de teste para avaliar as dinâmicas de implementação de uma prioridade da UE em relação à Ucrânia e ao Marrocos. Em vez de ser uma história de transferência de políticas, este artigo indica que fatores distributivos e, particularmente, organizacionais ressaltam os limites da governança externa da UE em países não candidatos ao se envolver em ação externa concreta.
Daniel Wunderlich (Ter,) estudou esta questão.
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