Key points are not available for this paper at this time.
Este artigo examina a renegociação das fronteiras baseadas em sexo no contexto da inclusão transgênero/transsexual nas ligas de softbol lésbico da América do Norte. Entrevistas semiestruturadas com participantes transgêneros, combinadas com observação participante, foram realizadas. Focamos no ‘clima’ (Hall e Sandler, 1982) para a participação transgênero em ligas de softbol lésbico que adotaram políticas radicais (não baseadas em binário de sexo). A maioria dos nossos participantes na pesquisa relata experiências positivas de inclusão e nossas próprias observações nos informam que a participação trans já mudou as faces dessas ligas, a ponto de a identidade lésbica estar sendo queer: está se afastando, pelo menos até certo grau, da suposta comum biológica para a afinidade cultural. No entanto, experiências positivas foram mais uniformemente relatadas por mulheres trans do que por transmen. Vários transmen, ao relatarem experiências de inclusão, expressaram uma ambivalência pessoal sobre a participação em espaços esportivos e não esportivos lésbicos e um desejo de inclusão mais plena na forma de sensibilidade e consciência quanto ao uso de pronomes de gênero e convocações categóricas. Nosso estudo documenta processos culturais de renegociação de fronteiras de sexo. Assim, ele se baseia em investigações anteriores (Travers, 2006) que sugerem que ligas de softbol lésbico com políticas transinclusivas não baseadas em binário de sexo podem oferecer um modelo para queerizar espaços esportivos convencionais, afastando-se das categorias socialmente construídas do sistema de dois sexos.
Travers et al. (Qui,) estudaram essa questão.