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OBJETIVO: Validar o Índice de Comorbidade de Charlson (ICC) para a população colombiana usando bancos de dados administrativos do sistema de seguridade de saúde. DESENHO: Estudo de coorte retrospectivo. CONTEXTO: Relatórios da base de dados de eventos relacionados aos serviços que os seguradoras forneceram (Empresas Promotoras de Saúde, EPS em espanhol) no sistema de saúde colombiano, que cobria 22,19 milhões de residentes em 2016. PARTICIPANTES: A coorte do estudo foi composta por 3.849.849 pacientes com 18 anos ou mais admitidos nos hospitais colombianos entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2016. RESULTADO PRINCIPAL: O estudo objetivou medir o valor preditivo do ICC para a mortalidade, comparando a calibração e discriminação de três diferentes versões do índice, com informações sobre mortalidade obtidas de certidões de óbito, incluindo data de falecimento e diagnósticos associados à causa da morte. O seguimento foi realizado por pelo menos 1 ano. RESULTADOS: No total, 46.429 pacientes morreram dentro de 1 ano (1,21%). O poder discriminatório na predição da mortalidade em 1 ano foi calculado para três versões do ICC. No modelo original do ICC, a área sob a curva Receiver operating characteristic (ROC) foi 0,906 (IC 95% (0,906 a 0,907), p<0,001). Na versão para a Colômbia, foi 0,908 (IC 95% (0,908 a 0,909), p<0,001) e para o novo modelo foi 0,909 (IC 95% (0,908 a 0,910), p<0,001). CONCLUSÕES: A adaptação do ICC com base nas 14 variáveis preditivas do novo modelo resultou em um valor preditivo adequado para mortalidade em 1 ano em pacientes hospitalizados por todas as causas. Esses achados apoiam o uso do ICC modificado na população colombiana.
Oliveros et al. (Ter,) estudaram esta questão.