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OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi investigar se existem diferenças nas atitudes alimentares e preocupações com a forma do corpo entre adolescentes escolares representando a população etnicamente e culturalmente diversa da África do Sul, que atualmente está passando por transição epidemiológica. MÉTODO: Um questionário, incluindo o Teste de Atitudes Alimentares, o Questionário de Forma do Corpo e um Gráfico de Silhueta Corporal, foi administrado a 228 escolares sul-africanas (60 negras, 83 de raça mista e 85 brancas) com idades entre 15 e 18 anos, de cinco escolas secundárias na Grande Cidade do Cabo. RESULTADOS: As meninas negras apresentaram valores médios de IMC significativamente mais altos (24,1 (3,3)) do que as brancas (21,9 (3,0)) ou de raça mista (22,1 (3,7)) (P < 0,05). Controlando para diferenças no IMC, os sujeitos brancos pontuaram significativamente mais altos no Questionário de Forma do Corpo do que os sujeitos de raça mista ou negros, enquanto nenhuma diferença étnica foi encontrada para os escores do Teste de Atitudes Alimentares. Uma porcentagem comparável (média = 18,8%) de meninas negras, de raça mista e brancas apresentou escores indicativos de patologia alimentar no Teste de Atitudes Alimentares, enquanto uma porcentagem maior de brancas, em comparação com as de raça mista e negras, teve escores anormais no Questionário de Forma do Corpo (33%, 26% e 20%, respectivamente; P < 0,05). O tamanho corporal ideal desejado pelas meninas brancas era significativamente menor do que o das amostras de raça mista ou negras. A insatisfação com o tamanho corporal atual foi significativamente maior em brancas, em comparação com meninas negras ou de raça mista (P < 0,001). CONCLUSÃO: Esses achados sugerem que a prevalência de atitudes alimentares anormais é igualmente comum entre escolares sul-africanas de diferentes origens étnicas. Meninas brancas exibem maiores preocupações com a imagem corporal e insatisfação com a imagem corporal do que indivíduos de raça mista ou negros. Esses achados reforçam a noção de que os transtornos alimentares são fenômenos reativos à cultura, e não restritos a ela, e fornecem insights sobre a extensão de problemas relacionados à alimentação e questões de imagem corporal em sociedades em desenvolvimento.
Caradas et al. (Sol,) estudaram essa questão.
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