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FUNDAMENTAÇÃO E OBJETIVOS: Há uma base de evidências emergente para o uso da terapia musical no tratamento de doenças mentais graves. Embora diferentes modelos de terapia musical tenham sido desenvolvidos na assistência à saúde mental, nenhum abordou especificamente as características e o contexto de ambientes de internação aguda. Esta revisão teve como objetivo identificar como a terapia musical é fornecida para pacientes psiquiátricos adultos internados agudamente e quais resultados foram relatados. MÉTODOS DE REVISÃO: Uma revisão sistemática utilizando bancos de dados médicos, psicológicos e de terapia musical. Foram incluídos artigos que descrevem a terapia musical com pacientes psiquiátricos adultos internados agudamente. A análise utilizou síntese narrativa. RESULTADOS: 98 artigos foram identificados, dos quais 35 relataram resultados de pesquisa. O trabalho em grupo aberto e a criação ativa de música para expressão não verbal, juntamente com a reflexão verbal, foram enfatizados. Os objetivos eram engajamento, comunicação e relacionamentos interpessoais, focando nas áreas imediatas de necessidade em vez de uma visão de longo prazo. A curta estadia, a diversidade dos pacientes e a estrutura institucional influenciaram a entrega e resultaram em um foco em sessões únicas, alta frequência de sessões, maior direção do terapeuta, uso flexível de atividades musicais, estruturas musicais previsíveis e objetivos claros e realistas. Estudos de resultado sugeriram eficácia no tratamento de uma variedade de sintomas, mas foram limitados por deficiências metodológicas e tamanhos de amostra pequenos. Estudos com efeitos positivos significativos usaram todos participação musical ativa com um grau de estrutura e foram realizados em quatro ou mais sessões. CONCLUSÕES: Não existe um modelo claramente definido para a terapia musical com adultos em ambientes psiquiátricos agudos, e os modelos descritos não são conclusivos. Maior frequência de terapia, criação musical ativa estruturada com discussão verbal, consistência de contato e limites, um foco em construir um relacionamento terapêutico e desenvolver recursos do paciente podem ser de particular importância. Mais pesquisas são necessárias para desenvolver modelos específicos de terapia musical para este grupo de pacientes que possam ser testados em estudos experimentais.
Carr et al. (Sex,) estudaram esta questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: