RESUMO Este artigo analisa a poesia multimodal de Stefanie‐Lahya Aukongo (nascida em 1978) através da estrutura da teoria neuroqueer (por exemplo, Nick Walker, M. Remi Yergeau), mostrando como sua prática poética expõe e desestabiliza normas socialmente construídas de neurotipicalidade. O artigo começa com uma análise comparativa da autobiografia em prosa de Aukongo, Kalungas Kind: Wie die DDR mein Leben rettete (2009), e seu volume de poesia, Buchstabengefühle: Eine poetische Einmischung (2018), baseando-se no conceito de ‘desidentificação’ do teórico queer José Esteban Muñoz para mostrar como seu trabalho poético desestabiliza a linguagem neuronormativa e rejeita posições de sujeito fixas. O artigo então oferece uma leitura detalhada do poema ‘Ganz normal anders’, rastreando sua desconstrução de discursos medicalizantes e neuronormativos. Por fim, o artigo considera a forma multimodal do poema, mostrando como a incorporação de uma trilha sonora em áudio realiza uma estratégia neuroqueer que abre pontos de resistência e potencialidade entre as palavras impressas na página. De maneira geral, o artigo argumenta que a prática de neuroqueering de Aukongo opera em níveis temáticos e formais em seus poemas e está intimamente entrelaçada com sua contestação de outras construções normativas, como as de raça, gênero e sexualidade.
Catherine Smale (Mon,) estudou essa questão.
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