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Esta contribuição explora o potencial de projetos geotérmicos de grande escala para beneficiar comunidades locais, um tópico sobre o qual pouco se sabe. Abordamos essa lacuna na literatura acadêmica focando na Islândia e no Quênia, dois países pioneiros na infraestrutura de geração de energia geotérmica há muitas décadas. Embora muitos esquemas de energia renovável em grande escala tenham terminado como zonas de sacrifício verde, investigamos se também existem possibilidades para infraestruturas energéticas melhores e localmente benéficas. Exploramos se tais projetos podem ser realizados de maneiras que compensem perdas de terra, meios de subsistência e ambiência. Para investigar adequadamente essas questões, utilizamos a Islândia como referência para enriquecer nossa compreensão sobre os potenciais e possibilidades da produção geotérmica. Com base nesse contexto, desenvolvemos uma estrutura para avaliar potenciais benefícios locais da produção geotérmica que aplicamos a quatro casos de desenvolvimento de infraestrutura no Quênia. Esses casos mostram que, além de impactos adversos como a perda de terras e meios de subsistência, as regiões dos projetos também podem se beneficiar de infraestruturas acessórias, como água e estradas, e potencialmente até mesmo do uso geotérmico direto. Com base nesses achados, argumentamos que tal infraestrutura, se cuidadosamente planejada e implementada, pode contribuir para o que caracterizamos como paisagem energética de valor, ou ambientes nos quais vale a pena viver.
Greiner et al. (Thu,) estudaram essa questão.