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Nos últimos anos, vários esforços excelentes têm sido feitos para explicar a proteção dos direitos humanos com base em modelos de regressão quantitativa. Esses estudos geraram várias percepções interessantes e identificaram diferentes variáveis explicativas que explicam a proteção dos direitos humanos. No entanto, os modelos baseados em regressão têm algumas limitações devido às suposições em que se baseiam. Mais importante, esses modelos visam identificar o efeito 'líquido' aditivo de variáveis explicativas individuais, negligenciando o fato de que essas variáveis podem ter efeitos diferentes dependendo da interação com outras variáveis. Recentemente, um novo conjunto de técnicas analíticas, a análise comparativa qualitativa baseada em teoria de conjuntos (QCA), surgiu, baseado em um conjunto diferente de suposições e capaz de identificar explicações mais complexas. Essas técnicas possuem algumas forças potencialmente distintas. Primeiro, a QCA desenvolve uma concepção de causalidade que deixa espaço para a complexidade. Segundo, é baseada na teoria dos conjuntos, que permite a identificação de (combinações) de condições/explanatórias necessárias e/ou suficientes. Analisar relações entre variáveis em termos de necessidade e suficiência potencialmente contribui para uma compreensão mais poderosa dos fatores que são fundamentais para entender a proteção dos direitos humanos. Este artigo primeiro fornece uma avaliação de estudos quantitativos que visam explicar a proteção dos direitos humanos, operacionalizados de diferentes maneiras. Esta avaliação resulta em uma visão geral das variáveis independentes e dependentes e dos dados utilizados em estudos existentes. Em uma segunda parte, a QCA como técnica metodológica é introduzida e suas forças e fraquezas discutidas.
Marx et al. (Fri,) estudaram esta questão.