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OBJETIVO: Os objetivos deste piloto foram examinar a dança como uma intervenção viável para pessoas com esclerose múltipla (EM), especificamente para examinar questões de tolerabilidade e seus efeitos longitudinais nos participantes. A dança é uma atividade física agradável que tem sido investigada em outras populações neurodegenerativas, mas ainda não foi estudada na EM. MÉTODO: Uma intervenção piloto de dança salsa de 4 semanas, com duas aulas de 60 minutos por semana, foi administrada a oito indivíduos com EM. Os resultados medidos foram os efeitos sobre marcha, equilíbrio, autoeficácia, motivação, atividade física e sintomas da EM. Eles foram administrados na linha de base, imediatamente após a intervenção e em acompanhamentos de 3 e 6 meses. RESULTADOS: Ganhos estatisticamente significativos pré e pós-intervenção foram encontrados para o Teste de Levantar e Ir (TUG), Índice Dinâmico de Marcha (DGI), Escala de Confiança em Atividades Específicas e Questionário de Lazer de Godin. Melhorias significativas também foram encontradas para o TUG, DGI e Escala de Marcha da EM entre a linha de base e as avaliações de acompanhamento de 3 meses. Os participantes não relataram problemas com fadiga ou intolerabilidade com as sugestões de 60 minutos, apoiando ainda mais a viabilidade do conceito de intervenção de dança. CONCLUSÕES: Este estudo sugere que a dança para pessoas com EM pode ter potencial para melhorar a atividade física, marcha e equilíbrio. IMPLICAÇÕES PARA REABILITAÇÃO: Embora a dança estruturada tenha relatado benefícios em populações idosas e em indivíduos com impairments cardiovasculares e neurológicos, praticamente nada se sabe sobre a dança na população com EM. Este estudo piloto de dança salsa mostra que a dança estruturada demonstra potencial para ser bem tolerada, segura e eficaz na promoção da atividade física em pessoas com EM, sem aumento na fadiga. Um estudo de 12 semanas foi iniciado para testar a robustez das observações iniciais e examinar mais detalhadamente os fatores que influenciam a adesão à atividade física e a mudança comportamental dos participantes.
Mandelbaum et al. (Quarta-feira) estudaram essa questão.