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A coleta de dados sobre agrupamentos étnicos tornou-se uma característica cada vez mais presente nas políticas e pesquisas de saúde contemporâneas no Reino Unido, com a atenção concentrando-se principalmente na monitorização do acesso e utilização de serviços por diferentes grupos étnicos, juntamente com dados epidemiológicos sobre morbidade e mortalidade. Ao mesmo tempo, a coleta de dados sobre populações étnicas por censos e agências de saúde tem sido objeto de um debate amplo e contencioso, e há uma crescente crítica que desafia a coleta e o uso de tais dados por razões políticas, metodológicas e práticas. Este artigo explora a natureza desses debates à medida que se aplicam à pesquisa em saúde. Questões de validade e confiabilidade surgidas da aplicação de categorias étnicas pré-definidas, como aquelas utilizadas no Serviço Nacional de Saúde derivadas do censo de 1991, são consideradas e abordagens alternativas que utilizam uma gama de variáveis, como idioma, religião e tempo de residência em um país, são sugeridas. Experiências derivadas de um estudo etnográfico sobre a prestação de cuidados de enfermagem distrital a pacientes de diferentes origens étnicas são utilizadas para ilustrar algumas das questões práticas de pesquisar a diversidade étnica. Estratégias para abordar algumas das preocupações metodológicas e práticas são propostas.
Kate Gerrish (Sáb,) estudou essa questão.