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O aumento do uso da mamografia para rastrear mulheres assintomáticas torna importante conhecer o risco de câncer de mama associado à exposição a baixos níveis de radiação ionizante. Examinamos a mortalidade por câncer de mama em uma coorte de 31.710 mulheres que haviam sido tratadas para tuberculose em sanatórios canadenses entre 1930 e 1952. Uma proporção substancial (26,4 por cento) recebeu doses de radiação à mama de 10 cGy ou mais devido a exames fluoroscópicos repetidos durante pneumotórax terapêuticos. Mulheres expostas a 10 cGy ou mais de radiação tiveram um risco relativo de morte por câncer de mama de 1,36, em comparação com aquelas expostas a menos de 10 cGy (intervalo de confiança de 95 por cento, 1,11 a 1,67; P = 0,001). Os dados foram mais consistentes com uma relação linear de dose-resposta. O risco foi maior entre as mulheres que foram expostas à radiação entre 10 e 14 anos de idade; elas tiveram um risco relativo de 4,5 por gray, e um risco aditivo de 6,1 por 10(4) anos-pessoa por gray. Com o aumento da idade na primeira exposição, houve substancialmente menos risco excessivo, e o efeito da radiação pareceu atingir o pico aproximadamente 25 a 34 anos após a primeira exposição. Nosso modelo aditivo para o risco ao longo da vida prevê que a exposição a 1 cGy aos 40 anos aumenta o número de mortes por câncer de mama em 42 por milhão de mulheres. Concluímos que o risco de câncer de mama associado à radiação diminui acentuadamente com o aumento da idade na exposição e que mesmo um pequeno benefício para as mulheres da mamografia de rastreamento superaria qualquer risco possível de câncer de mama induzido por radiação.
Miller et al. (1989) estudaram essa questão.
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