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Resumo. Nos últimos anos, uma quantidade impressionante de evidências foi coletada documentando uma relação negativa entre os níveis de diversidade étnica e os indicadores de capital social, em particular a confiança generalizada. Neste artigo, levantamos uma série de argumentos teóricos que devem ser abordados antes que esses achados possam ser generalizados. Primeiro, deve-se lembrar que a maioria desses estudos se concentra na confiança generalizada como um indicador de capital social, enquanto a confiança provavelmente é a mais vulnerável aos efeitos do enfraquecimento da homogeneidade. Em segundo lugar, argumenta-se que, para se chegar a uma melhor compreensão da relação entre diversidade e capital social, pelo menos três variáveis intermediárias precisam ser consideradas: 1) a questão de saber se a diversidade implica segregação de redes no nível individual; 2) o aumento na diversidade em vez do nível absoluto; 3) os regimes que as sociedades usam para governar a diversidade, e especialmente a variação em relação à abertura desses regimes. Concluímos explorando a sugestão de que, em sociedades mais diversas, o reconhecimento de diferenças e identidades de grupos, e relações entre grupos baseadas em conceitos de igualdade e reciprocidade deveriam ser consideradas como estratégias potencialmente mais significativas.
Marc Hooghe (Sáb,) estudou esta questão.