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OBJETIVOS: Devido à escassez de dados sobre a prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) entre trabalhadores sexuais trans do sexo masculino (TSW) e trabalhadores sexuais masculinos (MSW) na Argentina, o presente estudo teve como objetivo estimar a incidência do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e a prevalência de HIV, vírus da hepatite B (HBV), vírus da hepatite C (HCV) e Treponema pallidum. Infecções por vírus do papiloma humano (HPV) e Chlamydia trachomatis foram testadas entre TSW. MÉTODOS: Duzentos e setenta e três TSW e 114 MSW foram recrutados por organizações não governamentais. A incidência de HIV foi estimada pelo STARHS (algoritmo de teste sorológico para recente soroconversão de HIV). As infecções por HPV e C. trachomatis foram testadas em células anais de TSW. RESULTADOS: TSW apresentaram prevalências significativamente mais altas de HIV (34,1 vs. 11,4%), HBV (40,2 vs. 22,0%) e T. pallidum (50,4 vs. 20,4%) do que MSW. TSW testaram positivo para HPV em 111/114 casos e para C. trachomatis em 4/80 casos. A investigação de co-infecções por HBV, HCV, HIV e T. pallidum mostrou que 72% dos TSW e 39% dos MSW tinham pelo menos uma IST. T. pallidum foi a mono-infecção mais frequente. A estimativa de incidência de HIV foi de 10,7 por 100 pessoas-ano (índice de confiança (IC) de 95% 3,8-17,7) para TSW e 2,3 por 100 pessoas-ano (IC de 95% 0-6,7) para MSW. CONCLUSÕES: A alta prevalência de ISTs e a alta incidência de HIV demonstram a grande vulnerabilidade dessas populações de alto risco e indicam a urgente necessidade de estratégias preventivas para intervenção e facilitação do acesso a programas de saúde.
Farías et al. (Fri,) estudaram esta questão.