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Neste artigo, quero interrogar as condições políticas, econômicas e sociais que possibilitam a extração de recursos naturais e minerais de comunidades indígenas e rurais na África, nas Américas e na Ásia-Pacífico. O fim do colonialismo direto e o surgimento do estado desenvolvimentista não se traduzem necessariamente em formas de soberania local para essas comunidades que suportaram o peso do desenvolvimento. Descrevo o surgimento das guerras de recursos na era pós-colonial e como tecnologias organizacionais de extração, exclusão e expulsão levam à desapossamento e morte. Concluo discutindo possibilidades de resistência e desenvolvo a noção de resistência translocal, onde atores locais mais afetados pelo desenvolvimento conseguem formar uma série de coalizões temporárias com grupos internacionais e nacionais na tentativa de promover algum tipo de democracia participativa. O artigo avança debates sobre o pós-colonialismo ao desenvolver percepções teóricas a partir de modos de resistência translocais que abrem novos espaços analíticos marcados por configurações particulares de mercado, estado e atores da sociedade civil.
Subhabrata Bobby Banerjee (Sun,) estudou essa questão.
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