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Há muito debate na literatura sobre dependência a respeito de até que ponto o consumo excessivo de álcool afeta os familiares que não bebem. Essa questão é abordada nesta revisão por meio do exame e da avaliação de pesquisas relacionadas aos efeitos do consumo de álcool sobre os filhos, os sistemas familiares e os parceiros de pessoas que bebem. Este último grupo foi, historicamente, culpabilizado e justificado pelo consumo de álcool de seu parceiro, embora teorias mais recentes tenham adotado um paradigma de estresse e enfrentamento (coping), normalizando assim os indivíduos e seus comportamentos. As conceitualizações dos cônjuges ao longo das últimas cinco décadas são descritas e avaliadas na segunda parte da revisão. Por fim, a revisão considera o impacto do paradigma recente de estresse e enfrentamento nas intervenções clínicas para pessoas com consumo excessivo de álcool e suas famílias, e são apresentadas sugestões para pesquisas futuras.
Hurcom et al. (Sat,) estudaram essa questão.
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