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Distinguir o eu do outro é necessário para a autoconsciência e interações sociais. Acredita-se que essa distinção dependa da integração multisensorial dominada pelo feedback visual. No entanto, a autoconsciência também se baseia no processamento de sinais interoceptivos. Contrastamos os modelos exteroceptivos e interoceptivos do eu para investigar a interação até então inexplorada entre a percepção do eu de fora e de dentro. A estimulação multisensorial entre eu e outro foi utilizada para induzir mudanças controladas na representação da identidade de cada um. A sensibilidade interoceptiva previu a maleabilidade das representações do eu em resposta à integração multisensorial em respostas comportamentais, fisiológicas e introspectivas, sugerindo que a interocepção desempenha um papel modulador chave no sistema de autorreconhecimento. Em particular, apenas participantes com baixa sensibilidade interoceptiva experimentaram mudanças nos limites entre o eu e o outro em resposta à estimulação multisensorial. Esses resultados apoiam a visão de que modelos de codificação preditiva interoceptiva são usados para monitorar e atribuir as fontes de input sensorial ao eu ou aos outros, assim como apoiam a hipótese do córtex insular como uma zona de convergência no processamento e representação global do eu material, dado seu envolvimento tanto em sentimentos interoceptivos, integração multisensorial e processamento do eu.
Tajadura‐Jiménez et al. (Mon,) estudaram esta questão.