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FUNDAMENTAÇÃO: A Serra Leoa enfrenta uma escassez e má distribuição de pessoal em seu período pós-conflito. Esse desafio de longa data agora é exacerbado pelo choque sistêmico e pelos danos causados pelo Ebola. Este estudo teve como objetivo investigar a importância de diferentes fatores de motivação em áreas rurais na Serra Leoa e, assim, contribuir para melhores decisões sobre pacotes de incentivos financeiros e não financeiros, aqui e em contextos semelhantes. MÉTODOS: Este artigo é baseado em histórias de vida participativas, realizadas em 2013 com 23 trabalhadores da saúde (médicos, enfermeiros, parteiras e Agentes de Saúde Comunitários) em quatro regiões da Serra Leoa que trabalham no setor desde 2000. Embora as entrevistas tenham abordado uma ampla gama de temas, aqui apresentamos descobertas sobre fatores motivadores e desmotivadores para o pessoal, especialmente aqueles em áreas rurais, com base na análise temática das transcrições. RESULTADOS: Trabalhadores da saúde rurais enfrentam desafios particulares, alguns dos quais decorrem do terreno difícil, que se somam às desvantagens comuns da vida rural (pobres serviços sociais, etc.). Más condições de trabalho, custos emocionais e financeiros da separação das famílias, acesso limitado à formação, longas jornadas de trabalho (devido à falta de pessoal) e a incapacidade de ganhar de outras fontes tornam o trabalho em áreas rurais menos atraente. Além disso, as regras sobre rotação, que deveriam proteger o pessoal de ser deixado por muito tempo em áreas rurais, não são relatadas como respeitadas. Em contrapartida, a má gestão teve mais ressonância em áreas urbanas, com relatos de má delegação, favoritismo e falta de autonomia para o pessoal. Tensões dentro da equipe sobre papéis pouco claros e absenteísmo também são fatores desmotivadores significativos em geral. CONCLUSÕES: Este estudo fornece importantes informações focadas em políticas sobre a motivação de trabalhadores da saúde e pode contribuir para a construção de um sistema de saúde resiliente e responsivo, incorporando as prioridades e necessidades dos trabalhadores da saúde. As vozes e experiências deles devem ser levadas em consideração à medida que o cenário pós-Ebola se forma.
Wurie et al. (2016) estudaram essa questão.
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